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O Conselho Regional de Farmácia do Paraná é com freqüência procurado pelos meios de comunicação para prestar informações e esclarecimentos a respeito de temas que envolvem a atividade farmacêutica.
Confira onde e quando o CRF-PR foi notícia: |
FOLHA DE LONDRINA 25/09/08 Número de farmácias de manipulação dobram no Paraná Andréa Bertoldi Curitiba - As farmácias de manipulação tiveram um crescimento significativo no Paraná nos últimos anos. Em 2003, o Estado contava com 233 estabelecimentos e, em agosto deste ano, já são 500 farmácias atuando nesta área - um aumento de 114%. Os dados são do Conselho Regional de Farmácia do Paraná (CRF-PR). No País, as farmácias de manipulação somam 7.847 estabelecimentos, gerando 60 mil empregos diretos e 240 mil indiretos.
O surgimento de novas especialidades, como a medicina ortomolecular, o nutricionismo e a fitoterapia, é apontado como uma das razões desse crescimento. O grande número de farmacêuticos que entram no mercado a cada ano, também contribui. Segundo dados do Conselho Federal de Farmácia, 112 mil profissionais farmacêuticos formam-se todos os anos nas 314 faculdades de farmácias existentes no Brasil. Na média, o remédio manipulado pode ser 20% a 30% mais barato que os medicamentos comprados prontos em farmácias. Mas, há casos nos quais o manipulado tem o mesmo preço do industrializado. A presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais do Paraná (Anfarmag-PR), Marina Hashimoto, disse que, os genéricos hoje são os grandes concorrentes dos manipulados na questão de valor. A vice-presidente da Anfarmag-PR, Rejane Hoffmann, disse que os médicos começaram a prescrever a manipulação até para darem mais opções de escolha para os pacientes. Marina acredita que a Resolução 67/2007 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve frear um pouco o crescimentos destas farmácias. Esta nova norma traz exigências para estes estabelecimentos como ensaios de controle da qualidade da matéria-prima e do produto acabado e cuidados com a estrutura física para evitar contaminação. O vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia do Paraná (CRF-PR), Dennis Armando Bertolini, destaca que a farmácia de manipulação precisa ter um farmacêutico presente o tempo todo. Ele lembrou que, nos últimos anos o consumidor vem tomando mais cuidado com os produtos que compra. Isso também foi um dos motivos que levou ao crescimento do setor. Ao entrar em uma farmácia de manipulação, o consumidor deve estar atento a alguns pontos importantes, orienta Bertolini. Na recepção devem estar expostos documentos como a licença sanitária e o certificado de regularidade técnica no Conselho Regional de Farmácia. O local deve ter um programa de qualidade e a presença do farmacêutico em tempo integral. A Anfarmag alerta que o consumidor deve conhecer o farmacêutico até para seguir a prescrição médica. A associação esclarece ainda que o nome farmácia não serve para generalizar todos os estabelecimentos que comercializam medicamentos. Farmácia, conforme define a associação, é o estabelecimento de manipulação de fórmulas magistrais e oficinais e que deve ter um laboratório para esse serviço. O local pode comercializar drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos, produtos de higiene pessoal e cosméticos. Já o estabelecimento que vende medicamentos industrializados, em embalagens comerciais, é nominado como drogaria.
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AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS 17/09/2008
Conselho Estadual de Saúde é empossado e elege mesa diretora (A presidência é assumida pelo representante do CRF-PR, Dr. Antônio Garcez Novaes Neto)
Membros empossados já começaram a discussão da pauta de atividades. O Conselho Estadual de Saúde reuniu-se nesta quarta-feira (17) com o secretário da Saúde, Gilberto Martin, para assinatura do decreto n.º 3353/2008, que empossa os novos integrantes do conselho para a gestão 2008/2009. Também foi eleita e empossada a mesa diretora, que ficará à frente do atual conselho. Formada por oito lugares, a mesa é presidida por Antônio Garcez Novaes Neto - do Conselho Regional de Farmácia. "É importante elogiar a forma em que foi constituído esse conselho - por um processo de consenso. Não houve disputa, o que houve foi a discussão que seguiu sempre com o objetivo de construir. Essa já é uma prova do crescimento do conselho", enfatiza o secretário Gilberto Martin. "Estou feliz por assumir a presidência do Conselho e agradecido a todos que colaboraram. Entre eles, a minha entidade (Conselho Regional de Farmácia), que há 2 anos e meio deu apoio para o meu ingresso no conselho. Estamos aqui para ajudar e colaborar com todos, na busca de um único objetivo - desenvolver um bom trabalho em prol da saúde pública", ressalta Novaes Neto. A primeira vice-presidente, Cíntia Aparecida Marques Martins Novais, da Rede de Mulheres Negras, destacou a participação das mulheres na formação da nova diretoria. Ela observou que, na atual mesa diretora, além de quatro lugares serem ocupados por mulheres, há diversidade étnica. CONSELHO - É composto por 51 entidades - representadas por 72 conselheiros - teve seu processo de reestruturação tumultuado e como medida de emergência contou com a instalação de um conselho provisório. A eleição direta, por assembléia, foi realizada em 26 de junho, no Colégio Estadual do Paraná. O Conselho empossado já começou a discussão da pauta de atividades. Dentre as ações a serem desenvolvidas futuramente está a organização de curso de capacitação dos novos conselheiros. Mesa diretora: Presidente: Antônio Garcez Novaes Neto - Conselho Regional de Farmácia 1.º vice-presidente: Cíntia Aparecida Marques Martins Novais - Rede de Mulheres Negras 2.º vice-presidente: Rosita Márcia Wilner - Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Paraná 3.º vice-presidente: Luzia Tiemi Oikama – Secretaria de Estado da Saúde 1.º secretário: Cícero Cipriano - Federação das Associações de Moradores do Paraná 2.ª secretária: Amélia Cabral Allessi - Pastoral da Criança 1.º tesoureiro: Luís Carlos Silva de Oliveira - Conselho dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais do Paraná 2.º tesoureiro: Waldir Donizete de Moraes – Ecoforça |
FOLHA DE LONDRINA13/09/2008
Genéricos: é preciso saber comprar
Gisele Mendonça O mercado de medicamentos genéricos cresceu 15% em volume no primeiro semestre de 2008. Foram comercializadas no período 128,3 milhões de unidades contra 111,5 milhões nos seis primeiros meses de 2007, segundo os dados do IMS Health, instituto que audita o mercado farmacêutico no Brasil e no mundo. O preço, em média até 40% mais barato do que os medicamentos de referência, é o principal fator que leva os consumidores a fazer a opção. Profissionais das áreas médica e farmacêutica ouvidos pela FOLHA alertam, porém, que é preciso estar atento à origem do remédio e à diferença entre os genéricos e os similares. O presidente da Associação Médica de Londrina (AML), Antonio Caetano de Paula, orienta que todo paciente deve conversar com o médico sobre a possibilidade de o medicamento prescrito ser genérico ou não. Segundo ele, é o médico que deve dizer também qual é o genérico mais indicado, pois há diferentes laboratórios. ‘‘Há, sim, genéricos de excelente qualidade mas é o médico que deve orientar o paciente sobre o melhor’’, diz. Outro aspecto a ser observado, conforme o médico, é em relação aos preços. ‘‘O que acontece é que o balconista da farmácia, com freqüência, troca o medicamento da receita. E nem sempre esse medicamento é mais barato do aquele que o médico pediu’’, alerta. Segundo Caetano de Paula, ainda que o responsável pelo estabelecimento seja um ‘‘farmacêutico competente’’, a substituição do remédio – dessa forma – pode acontecer por parte dos atendentes. Segundo o farmacêutico Jackson Rapkiewicz, do Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM) do Conselho Regional de Farmácia do Paraná, a legislação dos genéricos dá autonomia para os farmacêuticos substituírem o medicamento de referência pelo genérico. Ele informa que os genéricos trazem a mesma substância ativa – com equivalência na quantidade e na forma farmacêutica – que os remédios de referência. E o mais importante: são submetidos a testes de bioequivalência, que comprovam que a sua absorção pelo organismo é em igual quantidade e na mesma velocidade. Os similares, conforme Rapkiewicz, passam por testes de qualidade, mas não tem a comprovação da bioequivalência. ‘‘Mas a partir de agora o governo federal também está exigindo que os similares passem pelos mesmos testes dos genéricos’’, diz. Desde que foram lançados, em 1998, os medicamentos genéricos passaram por várias campanhas de informação. ‘‘A população já perdeu o medo de comprar esse medicamento. O mercado está bem consolidado’’, diz. O farmacêutico observa que em geral os genéricos custam até 40% mais baratos, mas há casos em que podem ser mais caros que os remédios de referência
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O ESTADO DO PARANÁ 21/01/2007
Campanha destaca papel do farmacêutico
O Dia do Farmacêutico, comemorado ontem em todo o País, está sendo lembrado no Estado com uma campanha de reconhecimento ao profissional. Para isso, o Conselho Regional de Farmácia do Paraná (CRF/PR) alerta a população para que aprenda a identificar e exigir a presença do farmacêutico nas farmácias e drogarias, o que é obrigatório por lei desde a década de 70, mas ainda não acontece em 5% dos estabelecimentos que comercializam remédios no Paraná. A diretora secretária do CRF/PR, Sônia Bertassoni, explica que a valorização do profissional é o caminho para que a população entenda sua importância no sentido de orientá-la. “Queremos criar consciência para que todos conheçam o medicamento que usam. Muita gente não sabe seus efeitos. Por isso, as pessoas devem ‘usar’ o farmacêutico, fazendo inclusive um acompanhamento farmacoterapêutico”, indica. O profissional pode fazer a análise da receita, indagando sobre o uso de outros medicamentos e a melhor forma de o paciente fazer uso deles. “Assim é possível identificar, por exemplo, se a pessoa não está tomando algo em duplicidade, fator que, por puro desconhecimento, pode levar a uma intoxicação e, por vezes, até a morte.” Outra recomendação é com relação aos efeitos colaterais dos remédios. “Às vezes a pessoa desenvolve uma reação adversa e por conta própria busca outro medicamento para supri-la. Por isso, é necessário que esteja informada a respeito dos possíveis efeitos colaterais”, acrescenta a diretora. Reconhecimento Sônia Bertassoni indica que todo farmacêutico deve portar um crachá com a inscrição do CRF. É a garantia para o cliente de que se trata de profissional especializado. “Hoje, 95% das farmácias paranaenses contam com no mínimo um profissional. No entanto, a exigência pela presença do profissional também tem de partir da população.”
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GAZETA DO POVO 22/01/2007
CRF-PR faz campanha sobre direitos do consumidor em farmácias
Em
comemoração ao dia do farmacêutico, comemorado anteontem, o Conselho
Regional de Farmácia (CRF-PR) deu início a uma campanha com o objetivo
de alertar a população sobre seus direitos na hora de comprar um
medicamento. Por lei, todo cidadão tem o direito de exigir a presença
de um farmacêutico nos estabelecimentos. É dever do farmacêutico
analisar todas as receitas. O medicamento só pode ser dispensado se a
prescrição cumprir requisitos legais e não colocar em risco a saúde do
paciente. Além disso, o farmacêutico não pode indicar medicamentos
tarjados e só pode substituir o produto prescrito pelo seu genérico.
Com cerca de 5,1 mil estabelecimentos, entre farmácias e drogarias, no
Paraná, 95% desses locais contam com um profissional devidamente
habilitado com curso superior. A fiscalização tem ligação direta com o
alto índice de estabelecimentos funcionando dentro das normas
sanitárias. Vinte e sete mil inspeções foram realizadas no ano de 2006
em todo o estado do Paraná.
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GAZETA DO POVO 22/01/2007
Remédios “inofensivos” também causam dependência Por quinze anos, o supervisor Anderson de Oliveira Santos, 25 anos, teve um companheiro inseparável. Na escola, nos treinos de judô, nas festas, para onde quer que ele fosse o remedinho para o nariz trancado estava junto. “Às vezes o remédio não durava nem uma semana. Para não ficar sem, quando um estava acabando, eu já comprava outro. Usava várias vezes por dia e, de noite, ainda dormia com ele do lado”, conta. Com o tempo, o medicamento que Santos usava passou a não fazer mais efeito e ele teve de trocar por um mais forte. “Já aconteceu de eu perder o remédio e fazer meu pai levantar no meio da noite para comprar outro. Além disso, era só não ter ele por perto que o nariz trancava”, lembra. O que aconteceu com Santos, na verdade, não é raridade. Muitos remédios considerados “inofensivos” podem se transformar em vício e, se forem usados por um período prolongado, podem ainda causar uma série de complicações ao organismo. Na maioria das vezes, o fácil acesso é apontado como o responsável pela automedicação. Segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF-PR), Dennis Bertolini, desde 1998 há uma resolução que proíbe o livre acesso a medicamentos nas farmácias. “O objetivo é minimizar os problemas recorrentes da automedicação ao não deixar os remédios expostos do lado de fora do balcão. Mas nem todos os estabelecimentos cumprem a regra”, afirma.
Os medicamentos classificados como isentos de prescrição – aqueles que podem ser comprados sem receita – representam cerca de 20% do mercado farmacêutico. Um levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição apontou os analgésicos como os mais vendidos da categoria. Na lista dos 20 mais procurados estão ainda laxantes, antiácidos, antitérmicos, vitaminas e descongestionantes nasais, como os usados por Santos. Assim como o supervisor, a maioria das pessoas que usa esse tipo de medicamento tem rinite alérgica. Os especialistas, entretanto, condenam a prática. “É preciso que o paciente passe por um diagnóstico que identifique a causa do nariz trancado para então fazer um tratamento”, afirma o chefe do serviço de otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná, Marcos Mocellin. Segundo o médico, o uso por mais de cinco dias já começa a causar danos na mucosa nasal. “Os medicamentos têm um efeito vasoconstritor que proporciona uma abertura nas narinas que não é natural. Podem causar dependência e problemas cardiovasculares”, alerta. Para o neurocirurgião Arnaldo Dias dos Reis, do HC, na maioria das vezes em que um paciente resolve usar uma medicação por contra própria, ele está procurando alívio para a dor. “A dor não é uma doença e sim um sintoma que existe para mostrar que algo está errado. Ela ajuda a identificar de qual disfunção orgânica a pessoa está sofrendo”, explica. Segundo o médico, o problema do uso abusivo de analgésicos é que, além de poderem mascarar uma doença, eles ainda podem ocasionar o surgimento de um novo problema. “O uso dos analgésicos pode retardar o diagnóstico de um problema que inicialmente poderia ser simples, mas que acaba se transformando em algo mais grave pelo tempo que leva para ser diagnosticado”, afirma. O médico explica que um paciente que sofre, por exemplo, de cefaléia tensional e tome analgésicos constantemente pode acabar desenvolvendo a chamada cefaléia crônica diária. “O organismo se acostuma com o estímulo da medicação e interpreta o alívio da dor como sendo algo bom. Com isso, os períodos entre as crises tendem a ser cada vez menores e a duração deles, maior”, esclarece. Muitas pessoas sentem vergonha ou não admitem que são viciadas na medicação. O administrador Paulo (nome fictício) teve a primeira crise de enxaqueca quando ainda era adolescente e passou 25 anos tomando analgésicos descontroladamente. “As pessoas já falavam que eu comia remédio. Às vezes tomava quatro de uma vez. Um dia as crises pararam, mas eu continuei com os remédios. Só de imaginar que eu podia ter uma dor de cabeça eu já tomava um”, lembra. O vício só parou depois que ele teve de passar por uma cirurgia para o tratamento de um problema no coração. “A médica falou que eu precisava parar, senão poderia ter problemas na coagulação”, conta. Ccilia Valenza Gazeta do Povo – 22.01.2007 SAÚDE Antiácido pode esconder câncer O alerta é unânime entre os médicos: nenhum medicamento é isento de risco. Segundo os especialistas, nem mesmo aqueles remédios que compõem a chamada “farmacinha básica” que todo mundo tem em casa estão livres de contra-indicações. Prova disso é que dois freqüentes integrantes das farmácias caseiras, e que não por acaso estão entre os medicamentos isentos de prescrição mais vendidos no país, podem levar à dependência e a outras complicações. Laxantes e antiácidos, quando usados em excesso, podem, além de esconder doenças, alterar algumas funções fisiológicas do organismo.
De acordo com a médica gastroenterologista do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná, Raquel Almada, no caso dos laxantes o organismo pode se acostumar com o estímulo da medicação e precisar de doses cada vez maiores para funcionar. “A indicação é só para exames ou casos agudos em que haja recomendação médica”, afirma. Já os antiácidos não chegam a causar dependência, mas podem camuflar a existência de doenças como um câncer gástrico, ou ainda alterar a acidez natural do estômago, necessária para evitar o crescimento de bactérias e facilitar o processo digestivo.
Colírios
Assim como os descongestionantes nasais, os colírios também atuam causando uma dilatação nos vasos sangüíneos. Segundo o diretor do Hospital de Olhos do Paraná, Carlos Augusto Moreira, é preciso cautela ao fazer uso dessas medicações. “A lágrima já é um colírio natural. Em muitos casos, uma irritação nos olhos pode ser tratada apenas com compressas frias. O uso contínuo dos colírios causa, além da dependência, uma mudança fisiológica e pode levar até mesmo a casos de glaucoma e catarata”, afirma. A estudante Susan Iriguti, 22 anos, já se considera dependente das gotinhas. Ela conta que não se separa do colírio há cinco anos. “Comecei a usar para aliviar uma alergia e hoje não fico sem ele. Sempre tenho um de reserva”, conta. Segundo os médicos, até mesmo as vitaminas, se usadas indiscriminadamente, podem ser prejudiciais. “O excesso de vitamina C pode ocasionar cálculo renal, enquanto que a vitamina A, quando consumida exageradamente, pode levar a hipertensão intracraniana”, exemplifica o clínico geral Mario Sharf. (CV)
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GAZETA DO POVO 06/12/2006
Falso ou verdadeiro? Medicamentos para disfunção erétil e oncológicos estão entre os mais pirateados
O Papel do farmacêutico A
lei determina que toda farmácia deve ter um farmacêutico e suas funções
vão além do simples atendimento no balcão. “Noventa e cinco por cento
das farmácias no Paraná têm farmacêuticos. O restante tem a presença de
um técnico em drogarias. São estabelecimentos localizados em regiões
distantes de faculdades que não oferecem curso de especialização e não
tem o profissional à disposição. Mas, todas as unidades do estado têm
um responsável”, explica Jackson Rapkiewczk, do Centro de Infromações
de medicamentos, do Conselho Regional de Farmácia do Paraná. O
farmacâeutico é o profissional que deve estar presente em todo o ciclo
do medicamento, desde as pesquisas que levam à sua descoberta até o
contato com o paciente no momento da dispensação. “A presença do
profissional é de grande importância para o bem-estar de quem precisa
de um medicamento”, diz Rapkiewiczk. No dia-a-dia, no contato com o
consumidor na farmácia, o farmacêutico tem papel fundamental no
monitoramento de reações indesejadas manifestadas após o uso dos
medicamentos e deve comunicar todas as suspeitas ao serviço de
Farmacovigilância, da Vigilância Sanitária. É com bases nestas
informações que poderão ser detectadas reações adversas ou interações
medicamentosas desconhecidas, ou ainda o aumento da freqüência de
reações adversas conhecidas. Estes registros vão possibilitar a
regulação dos medicamentos no mercado e a disseminação das informações
obtidas necessárias à prescrição. Além de CDs, DVDs, bolsas e tênis
de marcas famosas, cada vez mais os medicamentos também vêm sendo
objeto de pirataria, vendidos nas ruas das grandes cidades como se
fossem artigos tão inócuos como seus assemelhados no crime.
Falsificação é crime hediondo e inafiançável. Mesmo com uma queda
expressiva das apreensões – nos últimos seis anos, apenas dez
adulterações foram certificadas pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), contra 172 dos dois anos imediatamente anteriores –
o problema ainda persiste. No começo de novembro a agência apreendeu
quatro lotes falsificados do medicamento para disfunção erétil Viagra
50mg, produzido pelo laboratório Pfizer. Conforme explicações do
gerente geral de inspeção controle de insumos, medicamento e produtos
da Anvisa, Roberto Barbirato, os mais clonados são justamente os
direcionados a sanar problemas de disfunção erétil, oncológicos e
antibióticos. “Como unem alto valor agregado do produto ao consumo
elevadíssimo, esses medicamentos apresentam a melhor combinação para
este tipo de crime”, explica ele. Segundo estatísticas da
Organização Mundial de Saúde (OMS), um em cada dez medicamentos
consumidos no mundo é falso, mercado ilegal que movimenta em torno US$
35 bilhões ao ano e que tem a cumplicidade do consumidor. Além de
desrespeitar a lei, quem compra remédio falsificado pode estar levando
para casa muito mais problemas do que soluções. Há dois tipos de
consumidores de medicamentos falsos, aquele que compra em camelôs
agindo ilegalmente e os que os adquirem em drogarias e farmácias,
estabelecimentos de saúde licenciados para a comercialização desses
produtos. “Apenas se comprado legalmente o medicamento pode ser
rastreado, caso contrário, o consumidor está completamente desamparado
legalmente”, assinala Barbirato, alertando que a ingestão de
medicamentos falsos pode agravar uma doença pré-existente, pois é
difícil verificar se têm realmente a substância ativa, se a quantidade
do princípio é suficiente ou se foi fabricado com boas condições de
higiene. Dentre as medidas que vêm sendo adotadas pela Anvisa para
conter o avanço das fraudes e falsificações estão a reformulação das
embalagens e lacres especiais. Os medicamentos devem ter um símbolo
que, ao ser raspado, expõe a palavra “qualidade” e a logomarca do
fabricante. “Todos os medicamentos para serem comercializados devem ter
esta marca”, diz Barbirato. “Os medicamentos necessitam ter um lacre
para caixas e frascos que, quando retirado, deverá deixar uma marca,
indicando que o produto já foi utilizado.” PARA EVITAR A COMPRA DE MEDICAMENTOS FALSIFICADOS, ALGUNS CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS: - Só tome medicamento por receita do seu médico. - Nunca compre medicamentos em feiras e camelôs. - Exija sempre a nota fiscal. - Se o medicamento deixar de fazer efeito, procure seu médico. - Soros e xaropes devem vir com um lacre. - A bula não pode ser uma cópia xerox. - Peça ajuda ao farmacêutico.
EM CASO DE SUSPEITA: - Ligue grátis para o Disque Saúde (0800-611997) e peça orientação. - Entre em contato com a Secretaria de Saúde local - Centro de Vigilância Sanitária e conte o que aconteceu. - Ligue para o serviço de atendimento ao cliente do laboratório que fabrica o medicamento suspeito.
Adriano Justino |
TRIBUNA DO NORTE 24/11/2006 Campanha orienta idosos sobre uso de remédios em Apucarana
Apresentação cultural, palestra, aferição da pressão arterial, atividade física, coquetel e sorteio de brinde fazem parte da programação da campanha "Orientação Farmacêutica na Saúde do Idoso" que acontece amanhã em Apucarana. Promovido em parceria pela Associação dos Farmacêuticos de Apucarana (AFA) e Conselho Regional de Farmácia do Paraná, o evento visa levar informações que contribuam para melhoria da qualidade de vida dos idosos. Segundo o presidente da AFA, Márcio Antoniassi, os idosos representam a faixa etária com os maiores índices de consumo de medicamentos e de intoxicação com remédios. "Daí a preocupação da classe farmacêutica em orientar essas pessoas", justifica. Dados do Sistema Nacional de Informações Toxicológicas colocam o medicamento como a principal causa de intoxicação no Brasil, com índice de 26,91%. Quase 7% das vítimas têm mais de 50 anos de idade. Entre os temas a serem abordados durante a palestra, a cargo dos farmacêuticos do CRF, estão questões como a responsabilidade do paciente para o sucesso efetivo do tratamento com medicamentos; cuidados a serem tomados para obter eficácia no tratamento; como armazenar os remédios corretamente; principais diferenças entre os tipos de medicamentos - de referência, genéricos, similares, manipulados, fitoterápicos, homeopáticos. Aberta à comunidade em geral, a campanha poderá ser acompanhada pelos idosos de manhã, a partir das 9 horas, ou à tarde, a partir das 15 horas, no auditório do Colégio Estadual Nilo Cairo.
Maria Estela Zanchin e Assessoria de Comunicação – CRF-PR
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FOLHA DE LONDRINA 16/11/2006 ALERTA - Farmácias na mira da Vigilância Sanitária A suspeita de que existe um esquema para vender fórmulas de emagrecimento aumenta a fiscalização no Paraná
Curitiba - A suspeita de que exista um esquema entre farmácias de manipulação para a venda de fórmulas para emagrecimento vai exigir um longo trabalho dos órgãos envolvidos na fiscalização desses estabelecimentos. A avaliação é da promotora de Proteção à Saúde Pública de Curitiba, Luciane Duda, baseada em informações do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), da Polícia Civil do Paraná. O controle mais rigoroso sobre as prescrições dessas substâncias começou no primeiro semestre deste ano. ''Há uma ligação entre farmácias de vários municípios que será investigada e alguns casos podem ser encaminhados para a Polícia Federal se também ficar caracterizado o tráfico internacional de substâncias anorexígenas (que causam perda de apetite)'', informa a delegada titular do Nucrisa, Paula Brisola. O inquérito que vai investigar o caso, no entanto, ainda não foi instaurado. Seguindo determinação da Promotoria, o Conselho Regional de Farmácia do Paraná (CRF-PR) e a Vigilância Sanitária de Curitiba fiscalizam a venda de substâncias como psicotrópicos e anorexígenos. Em setembro, quatro estabelecimentos apresentaram supostas irregularidades, como indícios de falsificação de receitas e de nomes de pacientes. As suspeitas resultaram na interdição de laboratórios de manipulação, entre outras medidas sanitárias, e a investigação vai continuar nos âmbitos penal e ético. Segundo a Vigilância Sanitária de Curitiba, o relatório para o Ministério Público será concluído assim que forem fiscalizados outros quatro estabelecimentos selecionados de acordo com denúncias, pelo grande movimento e por centralizarem as manipulações das filiais. A cidade possui ao todo 164 farmácias de manipulação. ''Encontramos problemas graves como a apresentação de mais de 50% das prescrições de psicotrópicos dispensadas por um único médico e a presença de receitas em branco já assinadas pelo profissional'', informa o farmacêutico da Vigilância Paulo Costa Santana. Ele disse ainda que os registros nos sistemas de informática estavam desorganizados para confundir a fiscalização. ''O que vimos foi um esforço para burlar a lei. Dois laboratórios foram interditados, um deles definitivamente, por não possuir licença sanitária nem responsável técnico. Se tratava de um escritório de outras filiais que redistribuía as receitas com associação para diferentes farmácias'', relata. ''Esperamos que os estabelecimentos conversem entre si e isso cause um efeito dominó que assuste outras farmácias. Também aguardamos medidas do MP'', acrescenta Santana. De acordo com a promotora Luciane, ''o trabalho e as fiscalizações estão sendo feitos e a punição ética depende dos conselhos.'' Ela informou que o Conselho Regional de Medicina-PR está elaborando um manual sobre anorexígenos e o Nucrisa ainda vai concluir um relatório de confiabilidade das farmácias. A promotora explicou que a investigação começou a partir da denúncia do CRM-PR sobre o médico que foi preso em dezembro do ano passado, em Curitiba, sob a suspeita de comandar um esquema de venda de receitas para a compra de remédios manipulados de emagrecimento. O esquema, segundo cálculos da polícia, rendia cerca de R$ 4 milhões por ano. Luciane ressaltou ainda que o caráter da ação não é apenas fiscalizatório, mas preventivo.
Conselho fiscaliza todo Estado Além de Curitiba, o Conselho Regional de Farmácias (CRF-PR) estendeu a fiscalização às cerca de 400 farmácias de manipulação do Estado, começando por aquelas que são suspeitas de cometer irregularidades na formulação de medicamentos antiobesidade. Segundo o presidente do CRF-PR, Dennis Armando Bertolini, a maioria dos estabelecimentos inspecionados até agora possui irregularidades quanto à associações e dosagens de substâncias anorexígenas, que podem causar dependência física e química e, às vezes, danos irreversíveis à saúde e até à morte. A ação, feita em conjunto com o Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) e Vigilância Sanitária do Estado começou em maio e já passou por Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Cornélio Procópio, Bandeirantes, Jacarezinho, Umuarama e Campo Mourão. Os únicos relatórios de inspeção perto da conclusão são os de Maringá e Curitiba. A atuação articulada visa conter os abusos e ainda busca cooperação técnica com as sociedades médicas para a uniformização de procedimentos na formulação de anorexígenos. Em julho, inclusive, o Conselho enviou um documento a todas as farmácias magistrais do Paraná, reforçando a proibição de manipular derivados da anfetamina - dietilpropiona, anfetramona e mazindol - associados a outras substâncias que são prescritas para combater efeitos colaterais do próprio medicamento, como laxantes, antidepressivos, calmantes, benzodiazepínicos, diuréticos e hormônios. Mesmo diante da proibição, as farmácias continuam a formular os medicamentos. ''Isso é fato. Meu médico prescreveu 75 mg de dietilpropriona em uma receita e em outra pediu triiodotironina, cumarina, cáscara sagrada, rutina, fluoxetina e bisacodyl. Uma farmácia disse que não poderia formular essa dosagem, que o máximo permitido são 50 mg/dia. Mas aí fui em outra farmácia, no Centro, que aceitou fazer as duas receitas'', relata uma paciente de 26 anos. A jovem voltou ao médico e questionou as dosagens. ''Ele disse que o máximo dessa substância são 100 mg/dia. Eu sei que não está certo, mas o meu tratamento vai durar entre seis a oito meses, e aos poucos vou diminuir as doses'', disse. ''Eu sou uma pessoa esclarecida, faço também exercícios físicos e dieta adequada'', justifica. No entanto, ela confessa que às vezes sente taquicardia e que no início do ano engordou muito depois de terminar um tratamento com anorexígenos. Existe a recomendação da anfetamina como monodroga industrializada ou manipulada, dentro de um prazo curto de tratamento e dosagens permitidas pelo Ministério da Saúde (MS). ''O nosso objetivo era que os farmacêuticos se atentassem não só à proibição, mas também às dosagens permitidas para cada droga'', explica Bertolini. ''O que aconteceu no Estado foi um abuso, causado principalmente pelo desconhecimento da população quanto aos efeitos que a anfetamina pode provocar''.
‘Todo mundo quer ganhar dinheiro com obesidade’ Como uma forma de burlar a lei, os médicos estão prescrevendo o anorexígeno em uma receita e a associação de substâncias em outra e orientando os pacientes a manipular em farmácias diferentes, quando existe uma resolução do Conselho Federal de Medicina proibindo a fragmentação de fórmulas. Alguns profissionais, inclusive, ainda insistem em receitar o anorexígeno com associação, ignorando a legislação. Um exemplo desta prática é o recebimento de cerca de 30 prescrições desta natureza, em setembro, por uma das maiores redes de farmácias do Paraná. Em agosto, esse número foi mais de 50. ''O número caiu bastante nas últimas semanas, mas todas as receitas que chegam até nós com associação são negadas'', disse a coordenadora farmacêutica da rede, Carolina Salles. A endocrinologista Mônica De Biase Kastrup, da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), disse que essa prática será verificada nas fiscalizações. ''A maioria das irregularidades acontecem porque as pessoas são mal informadas. A população favorece essa situação porque, se tem procura, tem oferta'', critica. ''O mundo da beleza é que funciona na cabeça das pessoas e os médicos que abusam de anorexígenos estão em desacordo com a lei. Todo mundo quer ganhar dinheiro com obesidade'', disse Kastrup. Segundo Kastrup, as fórmulas são um engodo porque as pessoas emagrecem rápido e depois as drogas não fazem mais efeito. ''Não adianta depois aumentar a dose. A vida útil de um medicamento anorexígeno é de 20 semanas. Só ficam os efeitos colaterais, que podem ser desde constipação, irritabilidade e insônia a taquicardia, parada cardíaca e distúrbios no sistema nervoso'', alerta a médica. Existem outras substâncias recomendadas para tratamento antiobesidade, que inibem a absorção de gorduras sem provocar efeito colateral. Outra opção seria a sibutramina.''Essa substância é a mais recomendada e pode ser usada por mais de cinco anos, sem problemas. Hoje é o medicamento mais moderno para o controle da obesidade e menos agressivo'', aconselha Kastrup. ''Eu conheço jovens que queriam emagrecer e morreram disso e não sei como ficou o atestado de óbito. As pessoas não têm o hábito de buscar justiça no Brasil. Não existem estatísticas informando o número de mortes por uso indiscriminado de anorexígenos'', disse a médica, acrescentando que o Brasil é o maior consumidor de substâncias anoréticas, de acordo com a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife) da Organização Mundial de Saúde.
Flora Guedes
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Seminário sobre Gerenciamento de Resíduos mobiliza Farmacêuticos em Cornélio
Numa realização da Nova Associação dos farmacêuticos de Cornélio Procópio e região com o apoio do CRF-PR (Conselho Regional de Farmácia do Paraná) e VISA-Cornélio Procópio (Vigilância Sanitária) foi realizado no dia 14 de outubro, no Anfiteatro da FAFICOP-Centro, um seminário sobre "Plano de Gerenciamento de Resíduos no Serviço de Saúde - PGRSS". O palestrante foi o Dr. Emyr Franceschi, do CRF-PR. O Dr. Emyr salientou as etapas terceirizadas, ecologicamente corretas, o mapeamento dos riscos associados aos resíduos dos serviços da saúde e o plano de ação, que precisa ser realizado por cada estabelecimento que armazena seus resíduos até o destino final, respeitando assim as normas de segurança. Segundo Sueli Canuto, farmacêutica da Farmais, "o plano de gerenciamento de resíduos das farmácias em Cornélio Proc[opio são de responsabilidade dos próprios estabelecimentos de saúde. Através deste curso, nós temos agora uma visão diferenciada de como conduzir estes resíduos de saúde de forma segura e correta, para seu destino final".
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28/09/2006
Umuarama: Farmácia realizou palestra sobre serviço púlico Evento discutiu a prática de assistência farmacêutica e reuniu acadêmicos e profissionais da área
O curso de Farmácia da Universidade Paranaense - UNIPAR, Campus de Umuarama, realizou palestra com o tema "Boas práticas de assistência farmacêutica no serviço público". Organizado pelo CRF-PR (Conselho Regional de Farmácia do Paraná), o evento contou com a participação de farmacêuticos do serviço público das regionais de saúde de Umuarama, Cianorte e Campo Mourão, além dos acadêmicos das 4ª e 5ª séries do curso de Farmácia (em 23/08). Na ocasião, o farmacêutico e conselheiro do CRF-PR, Benvenuto Gazzi, ministrou palestra sobre serviço público. À frente do evento, como conselheira do CRF-PR e Diretora do Instituto de Ciências Biológicas, Médicas e da Saúde, estava a professora Irinéia Baretta. "O objetivo do evento foi colocar acadêmicos do curso frente ao papel do farmacêutico no serviço público, visando à conscientização", destaca a professora Irinéia. Prestigiarama o evento o diretor do Campus, professor Douglas Voi Xavier, o diretor da 12ª Regional de Saúde/Umuarama, Armando Cerci Júnior, e o coordenador do curso de Farmácia, professor Arquimedes Gasparotto.
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GAZETA DO POVO 14/09/2006
Especialistas desconfiam dos dados, mas pedem
precaução
Curitiba – Especialistas da área médica questionam a
revisão de dezenas de estudos feita por pesquisadores da Universidade de
Newcastle, na Austrália, que revelam que o diclofenaco (princípio ativo de
antiinflamatórios como Cataflam e Voltaren) elevaria em 40% os riscos de
acidentes cardiovasculares.
Para Costantino Ortiz Constantini, diretor
científico do Hospital Cardiológico Constantini, esse estudo publicado no site
da revista da Associação Médica Americana serve para alertar, mas não é
conclusivo. “É uma análise de vários trabalhos sobre o impacto dos
antiinflamatórios em relação à morte cardíaca, ou seja, uma retrospectiva. Não
se trata de uma pesquisa específica elaborada para medir o número de mortes
provocadas por uso desta medicação, por exemplo.”
“Para os pacientes que
tomam esta medicação com acompanhamento médico, não há motivo para suspendê-lo.
O estudo não deve gerar estado de alerta e sim reforçar que nenhuma medicação
deve ser tomada sem indicação médica”, diz Constantini.
A pesquisa é
passível de crítica porque se constitui de um estudo observacional e um registro
de outros estudos, sem um desenho específico para a verificação do risco
cardiovascular, argumenta o professor de Cardiologia da Pontifícia Universidade
Católica do Paraná (PUCPR), Dalton Precoma.
“Mas, no mínimo, serve de
alerta para não usarmos indiscriminadamente tais medicamentos. Para dores em
geral, seria possível explorar o uso dos analgésicos e não necessariamente
antiinflamatórios, devendo ser indicado com orientação médica”.
Sônia
Wagnitz Bertassoni, diretora-secretária do Conselho Regional de Farmácia do
Paraná, reforça que ninguém precisa entrar em pânico, mas quem tiver histórico
de problemas cardiovasculares pode tirar suas dúvidas com um médico. Ela lembra
que a resolução 137 de 29/05/2003 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) considera o diclofenaco não indicado para menores de 14 anos. “Deve-se
evitar usá-lo para patologias comuns como dores de garganta e resfriados.”
Keyse Caldeira |
Jornal Hoje Cascavel – 25/08/2006 FISCALIZAÇÃO Procon fecha e notifica farmácias O Procon de Cascavel, em conjunto com o Departamento de Vigilância Sanitária, 10ª Regional de Saúde e CRF (Conselho Regionalde Farmácia), fiscalizou ontem quatro farmácias da rede Iguaçu. O objetivo era verificar a existência de farmacêuticos nas unidades,com base em uma denúncia. Duas unidades, uma no Bairro Floresta e outra no Bairro Jardim Maria Luiza, foram interditadas e as outras duas na Avenida Brasil não poderão abrir entre as 23h e as 7h. O motivo é a falta de um farmacêutico à disposição nas lojas. De acordo com o presidentedo CRF, Dennis Armando Bertolini, essas farmácias já haviam sido multadas pelo conselho. Dennis explica que o conselho faz semanalmente fiscalizações descentralizadas em todo o Estado. As farmácias não poderão abrir enquanto não tiveram os profissionais. Os responsáveis pela rede não quiseram se pronunciar sobre o assunto. |
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Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná
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