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Notícias

MPOX


Fonte: CIM CRF-PR
Data de publicação: 12 de março de 2026
Créditos: CIM CRF-PR

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A mpox é uma zoonose viral causada pelo vírus mpox (MPXV), pertencente ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae. Embora historicamente associada a "varíola dos macacos", os macacos não são os reservatórios principais; acredita-se que pequenos roedores na África sejam a fonte primordial.

Há duas variantes distintas do vírus: I (com variantes Ia e Ib) e II (com variantes IIa e IIb). Houve um aumento da vigilância devido à nova variante Ib, considerada mais grave.

 

Mpox em números no Brasil

 

Ano

Casos Confirmados

Óbitos

2022

10.611

14

2023

795

1

2024

2.022

1

2025

1.059

3

2026*

140

0

Total

14.634

19

* até 11 mar. 2026

 

No Paraná, até 11 de março de 2026, foram registrados 2 casos.

 

Perfil demográfico no Brasil

 

Sexo: 92% masculino / 8% feminino

Idade: maior número de casos em homens entre 30 a 39 anos

Número de casos de mpox por região em 2026 (incluindo 9 casos suspeitos): Sudeste (122), Norte (13), Sul (8), Nordeste (5) e Centro-Oeste (1).

 

Entendendo a Mpox

 

A transmissão entre humanos ocorre principalmente por contato direto pessoa a pessoa com lesões cutâneas, secreções respiratórias ou fluidos corporais. Também pode ocorrer via objetos recentemente contaminados, como roupas, toalhas e utensílios.

Os pacientes costumam apresentar febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios, fraqueza e linfonodos inchados (ínguas). O sinal mais característico são as erupções cutâneas, que podem ser planas ou elevadas, evoluindo para crostas que secam e caem.

Período de incubação: varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

Transmissibilidade: o paciente transmite o vírus desde o primeiro sintoma até o desaparecimento das crostas.

Diagnóstico: teste molecular (PCR) ou sequenciamento genético (coleta de secreção das lesões ou das crostas).

 

Papel do farmacêutico

 

Atualmente, o tratamento foca em medidas de suporte clínico para aliviar sintomas e prevenir complicações. Não há, até o momento, um medicamento específico aprovado exclusivamente para mpox.

A doença geralmente evolui para quadros leves e moderados e pode durar de 2 a 4 semanas.

Orientem os pacientes quanto à higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel. No contato com suspeitos, é essencial o uso de EPIs (máscaras, luvas, avental e óculos) e o isolamento imediato do paciente.

A vacinação é direcionada a grupos de alto risco, como pessoas vivendo com HIV/Aids com baixa imunidade e profissionais expostos ao vírus. Também há indicação de vacinação pós-exposição para contatos de alto risco.

A notificação de casos suspeitos é obrigatória e imediata (em até 24 horas).

 

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Mpox. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/mpox>. Acesso em 11 mar. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Nota Técnica nº 34/2024-DATHI/SVSA/MS: Recomendações sobre a vacinação contra a mpox no Brasil. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2024/nota-tecnica-no-34-2024-dathi-svsa-ms.pdf>. Acesso em 11 mar. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Painel Mpox. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/cnie/painel-mpox>. Acesso em 11 mar. 2026.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Mpox. Disponível em: <https://www.who.int/europe/health-topics/mpox#tab=tab_2>. Acesso em 11 mar. 2026.

 

 



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